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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Por tudo que não amei tanto quanto devia



Boas recordações me mortificam e desalentam
contra o tempo  e contra o vento
e me afastam de novos sonhos e ilusões

Não amei tanto quanto devia ter amado quem amei
não vivi tanto quando devia ter vivido tudo que já vivi

A saudade transforma-se em soledade e nostalgia
deixa-me aborrido
exangue
ferido
sem alegria
à procura de novo sentido para a vida ainda não vivida

A mesma saudade que se transmuta em apelo do futuro
em fé no devir
em razão de ser e sorrir

Por força de tudo que não vivi
mas ainda assim estou em tempo de viver

Por tudo que não amei tanto quanto devia
mas ainda assim poderei mais amar
com redobrada verdade e fantasia

Esta a nova elegia da saudade