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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Em mim não acredito e de Deus desconfio





Em mim não acredito e de Deus desconfio

O Cosmos de meu avô João
era toda a terra em que à luz das estrelas
semeava pão

O meu
é todo o espaço-tempo
em que planto poemas
eivados de dilemas
e de contrição

Cosmos infinito
mas pequenino
o meu!

Do tamanho do silêncio
indiferente
de Deus

Magistério de mistério
que professo como monge
porfiando poesia

A gritar poemas sem tino
e a acenar
a acenar
na esperança de que alguém
me virá salvar

Se é que não ando a deitar
tudo a perder

Em mim não acredito
e de Deus desconfio
que só Ele
me poderá valer

in Introdução à Eternidade (1.ª Edição, Outubro de 2013)

1 comentário:

  1. Não desconfie amigo, tenha certeza de que só Deus é por nós e acredite em você através desse grande talento. Parabéns! Que Deus nos abençoe.

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