Há mulheres
que eu prefiro amar com suavidade
fazer amor
com elas com inteira delicadeza
deliciar-me
com os seus corpos harmoniosos e belos
envolvendo-me
com elas nas ondas da Finlândia de Sibelius
e deixar que
As Quatro Estações de Vilvaldi
se concertem em
nós
numa única e
eterna Primavera
Sentir que
elas sentem tanto prazer quanto eu retiro delas
com os melíficos
eflúvios finais dos quatros sentidos
a
libertarem-se em mil fantasias espirituais
sem grandes
“uis” ou “ais
Outras prefiro
amá-las como cadelas
com força,
raiva e determinação
em permanente
luta de prazer
com a ideia
de me satisfazer
mais a mim
que a elas
Qual rapsódia
de luxúria viva e alegre como o Bolero de Ravel
como se fora a
dança do destino fatal a bater à porta
com raios e relâmpagos
saltando entre o meu corpo e o delas
em triunfo vigoroso
do viço e da pujança animal
Mas fiquem
sabendo
porém:
nunca lhes
perguntei qual a preferência delas
E notem bem:
jamais serei capaz,
tanto quanto que sei
de fazer amor
sem amar
alguém
