Enlevado, acordo de madrugada
Com a minha amada ainda dormindo
Em nosso tálamo de amor reclinada
Como uma deusa no sono sorrindo
Tão feliz, que decido não a acordar
Optando por ficar em fiel vigília
A inalar o doce aroma tília
Que o seu respirar exala no ar
Depois, quando, por fim, desperta ela
Finjo agora eu ainda dormir
Embora já o Sol ria à janela
Ela beija-me, sem parar, a sorrir
Sempre cada vez mais meiga e mais bela
Até que eu, sem mais, deixo de fingir
