Deito-me
em decúbito
dorsal
relaxado
livre do bem
e do mal
Envolto em
perfeito silêncio
e escuridão
os olhos
fechados sem nada ver
os ouvidos sem
nada ouvir
sem sentir o
coração bater
nem me dar
conta de respirar
nem do tempo
fluir
Sem me afectar
a mais leve emoção
no presente
a mais ténue
saudade
do passado
a ansiedade
mais débil
do futuro
De memória
desmemorizada
de nada
e a
consciência em total ausência
de tudo
Com o cérebro
a “cerebrar”
que não a
pensar
e que tento
também, em vão
parar
Acabo por acordar
e deixar de
sonhar
Num sopro saio
do corpo
Passo a tudo
ver
ouvir
e sentir
Fico sem saber
porém
para aonde ir
nem onde
é
o
além

Estimado Amigo e Ilustre Poeta, adorei seu belo e profundo poema, dá para refletir profundamente, não só sobre o além mas na vida quotidiana, abraço amigo
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