Nestes
dias anormais
esgaravato
raízes de poemas
no
húmus humedecido
pelas
primeiras chuvas outonais
Agora
que a Natureza de novo sorri
verdejante
e florida
iludida
travestida
de Primavera
quando
o longo e frio Inverno
já
a espera
Apenas
desenterro dilemas
angústias
e ansiedade
que
exponho ao vento e à chuva
ao
sol morno de Outono
Angústias
sem razão de ser
dilemas
de verdades
ansiedade
sem casualidade
Mas
nem o sol as seca
nem
a chuva as dilui
nem
o vento as leva para longe
As
aves passam indiferentes
em
seus voos sorrateiros
no
céu cerúleo
maculado
de nuvens
Procuram
sementes nos terreiros
e
não poemas
dementes
Ouço
cães a ladrar com desnorte
porque
o frémito da minha melancolia
lhe
fere os tímpanos
e
lhes causa frenesia
Ponho-me
então a sonhar
para
lá da morte
Sonhos
que arrastam consigo todos os meus afectos
para
espaços mais amplos e abertos
mas
nem assim a angústia se dilui
e
mais se concentra
Comprovadamente
já não fui
que
era suposto ser
Resta-me
o sonho de que agora
pelo
Outono
serei
mais do que tudo que sonhei

Henrique ,boa Tarde!
ResponderEliminarMais uma vez um poema fantástico.
Que bom que entrarão no inverno ou já entraram.
No Brasil,chuva ,principalmente em MG onde vivo,numa cidade próxima à Belo Horizonte.
Aqui a chuva cai torrencialmente e faz um friozinho suportável.
mas encarar fora de casa não está dando.Dá desânimo!
É Primavera,mas as flores nem brotaram tanto porque o sol muito quente.
Agora ,uma "frente fria" ,vinda do sul do Brasil,está enviando,vento e frio.
Verão só virá em DEzembro.
Como a Natureza é perfeita tudo é suportado.As plantasestavam chorando pela falta de chuva.
beijos
Imaculada Campos
Como visitar o seu poemário e ver tudo que já publicou?
ResponderEliminarImaculada Campos