Não era amor
era só um lampejo de lua
o desejo de a ver
nua
Era ela que me incendiava
que brincava com o fogo
que brincava com o fogo
Eu despia-a com o olhar
Era ela que se desnudava
Era ela que se desnudava
linda de morrer
entre sorrisos e trejeitos lúbricos
com o viço dos seios túrgidos
a tentarem-me
entre sorrisos e trejeitos lúbricos
com o viço dos seios túrgidos
a tentarem-me
com prazer
Era ela que se oferecia amorosa
insinuante
Era ela que se oferecia amorosa
insinuante
melíflua
de falas meigas
graciosa
graciosa
com golpes de cintura
fina
maneiras requintadas
nádegas roliças
coxas torneadas
Mas quando ela já se mostrava despida
oferecida
etérea e nua
fina
maneiras requintadas
nádegas roliças
coxas torneadas
Mas quando ela já se mostrava despida
oferecida
etérea e nua
eu cobria-a com poesia
E num golpe de razão
ignorava a provocação
vencia a tentação
não fosse a combustão do desejo
incendiar tudo
vencia a tentação
não fosse a combustão do desejo
incendiar tudo
à nossa volta
Por isso escrevi o
epílogo
desse dilema
no próprio prefácio
deste poemano próprio prefácio
