Sei
aquilo que sinto
Sinto
aquilo que sou
Sou
aquilo que sinto
Sou
aquilo sou
Proto
deus
Prometeu
Cartesiano
Se
minto
A
mim me minto
A
mim me engano
Eu
acredito em Deus
Porque
tenho consciência de mim
E em
mim acredito
Sinto
e penso com o coração, com as veias e as artérias, as células, o cérebro e
razão, os instintos e os afectos.
Sinto
dor em cada poro e sofro com cada pelo que cai.
Sou algo que se abre como uma flor no meio de
uma floresta de dor, de angústia, suposta felicidade e amor.
Uma larva que se transforma em metamorfoses de
alegria e sofrimento, de vida e fantasia.
Olho o
Sol a contra luz
Do
lado de cá da vidraça do Firmamento
E cego
Sem
ver a Deus
Vislumbro
apenas a sombra de mim
A
sombra do meu espírito
Batido
pela luz de Deus
Por
isso me sinto um proto deus
Um Prometeu.
Agrilhoado à minha angústia
Devoro-me
a mim mesmo

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