Há espaço
bastante entre as estrelas para eu me perder
sem me deixar
prender
por qualquer
delas
Perco-me sem premeditação
no espaço interestelar
qual planeta
errante
vogando na infinita
imensidão da minha alma
propulsado pelo pulsar
do meu coração
Vagueio sem rumo certo
para um mundo distante
para mais perto
de mim
na vastidão
daquilo que sou
sem deixar rastro
nem fumo
a título póstumo
Viajo para fora
da Terra
para lá do
Sistema Solar
fujo do Sol, da
tragédia e da guerra
Vou mais além
pelas veredas da Fé e do Amor
abandono o
Universo
libertar-me do
espaço-tempo
do verbo e do
verso
dos vícios da
mente
da ilusão e da
dor
Embora presente
estou ausente
Vale de
Salgueiro, terça-feira, 28 de Outubro de 2008
Henrique Pedro

Bom dia Poeta. Deliciei-me a ler a sua poesia. Adorei:))
ResponderEliminarHoje:- No labirinto dos meus pensamentos
Bjos
Votos de uma óptima Quinta-Feira