Andam aviões a lavrar o ar
Ruidosos
raiventos
andam
aviões a lavrar o ar
a semear nos
céus
ilusões
e ventos
sem
cessar
A rasgar montanhas
de nuvens
a traçar estradas
de fumo
de rumo
rectilíneo
A tecer com
poesia
véus de
utopia
e de
ubiquidade
ao pôr do
sol sanguíneo
É a
Humanidade a bailar
sem cessar
sobre a
terra
e sobre o
mar
a dança contradança
da
verdade
em viagens
de paz
de guerra
ou de
saudade
tanto faz
Quem sabe
quando
e aonde
irá
parar?





