Até a
mais rubra rosa tem espinhos
e no
espírito da mulher virtuosa
sempre
existe
o
espinho da vaidade
Tomei
alfinetes de prata e de marfim
para lhe
dissecar a alma
mas cabei
por me retalhar a mim
Dei-lhe
a beber o veneno da fantasia
que não
mata
mas encanta
se diluído
em poesia
Provoquei-lhe
mil desejos
perdi-me
em seus cabelos
olhos
seios
coxas
e humores
Povoei o
meu ser de flores
roxas
e dos ensinamentos
sábios
que bebi
em seus lábios
Apenas quando
por fim
o sopro
da verdade me percorreu o corpo
e a
punção da sexualidade
me alterou
o coração
se libertou
em mim
o escopro da espiritualidade
o escopro da espiritualidade
De mil
formas são as formas de vaidade
uma só a
da verdade
mais
espinhosos são os caminhos
se a
rosa é vaidosa





