Chove azeite e vinho
Chove. Copiosamente.
Sem tino!
A terra árida,
sofrida, fulva,
vira húmus
fértil, úbere vulva.
Do céu goteja
azeite e vinho.
O sempre
verde, altaneiro, pinho,
abre os
seus rijos ramos à chuva
que lava
o ar da atmosfera turva
e ao lixo
do solo dá destino.
Quando o
Sol de novo raiar
novo
milagre vai acontecer:
O solo sáfaro
vai verdejar.
E a
Terra Quente vai exultar
e com o cântico
do seu viver
a chuva
abençoada louvar!





