Douro e de xisto
Humilde poeta sempre assisto
A este concerto maravilhado
De pedras em socalcos
concertado
Onde Deus não o havia
previsto
É sangue e suor de muito
cristo
Em terras do Douro
crucificado
São ecos de amor com dor rimado
São versos de muros de tosco
xisto
São poemas de mil pedras em
rimas
Qual rosários abençoados
Desfiados com fé pelas
colinas
São cânticos da safra das
vindimas
Pela voz dos obreiros
declamados
Toques de pandeiros e concertinas





