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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Eu sabia que um qualquer dia


 

 

Eu sabia
que um qualquer dia
havia
de lá tornar

Era o coração que mo dizia

E que ao lá voltar
tornava a outros lugares
separados no tempo
espalhados mas ligados
no mesmo fio de sentimento
numa estranha conexão
que só mais tarde compreendi

Só não sabia
que seria
assim tão de repente
sem razão visível
nem causa aparente
e que sentiria o que senti

Só não sabia
que encontraria
tudo assim tão diferente
tantos espaços desertos
tanta gente ausente
tantos silêncios abertos

Fiquei por isso parado
calado
no doce prazer de sofrer
a recordar
tomado de nostalgia

Daquela galega morrinha
que ainda agora
agorinha
me não mata
mas me mói

Doer
de verdade
dói a saudade

3 comentários:

  1. Estimado Amigo e Ilustre Poeta Henrique Pedro, Li e reli seu maravilhoso poema adorei, me revi em suas belas e profundas palavras. Volvido que e já meio século, voltei a encontrar aquela que foi o meu primeiro amor, triste fiquei, mas a vida continua. A encontrei não pessoalmente, mas sim no facebook. Abraço amigo de terras do Siao

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  2. Saudades de ler os seus textos. abraço green

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