Abro o
livro
e leio
O meu
espírito espevita
Ouço a
voz seca de Séneca
que em
seu douto pensamento
há
séculos
ao vento
grita:
“Deixarás
de ter medo quando deixares de ter esperança.”
É a mim
que me ouço
feito
criança
em
desassossego
À luz do
dia
tomado pelo
instinto
tinto de
emoção e ilusão
deixo de
me ver
e de me
ouvir
À luz do
dia
de
ambição imbuído
a ideia é
ruído
No escuro
melhor me oiço e mais bem vejo
sei o que
procuro
e o que
desejo
No escuro
mais medo sinto
mais a
mente anseia
a
esperança renasce
o
silêncio é ideia
divino
enlace
Abro o
livro
leio
e releio “
A Noite Obscura” de João
da Cruz
É na
escuridão mais escura
que a alma
mais luz
