VI
É na escuridão
mais escura que a alma mais luz
in Introdução
à Eternidade
1.ª Edição,
Outubro de 2013
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Henrique Pedro (prosa Y poesia)
Abro o livro
e leio
o meu espírito espevita
Ouço a voz seca
de Séneca
que em seu douto pensamento
há séculos
ao vento
grita:
“Deixarás de ter medo quando deixares
de ter esperança.”
É a mim que me ouço
feito criança
em desassossego
À luz do dia
tomado pelo instinto
tinto de emoção e ilusão
deixo de me ver
e de me ouvir
À luz do dia
de ambição imbuído
a ideia é ruído
No escuro
melhor me oiço e me vejo
sei o que procuro
e o que desejo
No escuro mais medo sinto
mais a mente anseia
a esperança renasce
o silêncio é ideia
divino enlace
Abro o livro
leio
e releio “A Noite Obscura”
de João da Cruz
É na escuridão mais escura
que a alma mais luz
Henrique António Pedro














