Não
escrevo poesia para me exibir
fingir
fugir
comprar
ou vender
Para
mostrar poderes que não tenho
glórias
que não mereço
Para
me libertar de taras ou manias
ou dar
asas a vaidades ou fantasias
Escrevo
poesia primeiro
para
quem me ler
é
bom de ver
e
depois para mim
para
que possamos reflectir
e nos
divertir
por
inteiro
Escrevo
poemas que são dilemas
pelos
quais espreito
me
mostro
e me
escondo
por
entre sonhos e ilusões
Escrevo
poesia para me enlaçar
com
amor
com
o Cosmos
e
outros corações sentir
bater
Escrevo
poesia para me dar
com
alegria
a
quem me quiser receber
mesmo
sem nada
em
troca
esperar
receber
Vale
de Salgueiro, domingo, 30 de Novembro de 2008
Henrique
António Pedro
