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terça-feira, 16 de junho de 2026

Morrer? Qual o problema?

 


XLVIII

Morrer? Qual o problema?

 

in Introdução à Eternidade

1.ª Edição, Outubro de 2013

Copyright © Henrique Pedro (prosa Y poesia)

 

 

Morrer?

Qual o problema?

 

Desde que a morte seja suave

e tranquila

preferencialmente epílogo de uma velhice longa

e feliz

 

Nunca sentenciada por uma causa

fútil

e inútil

 

Por uma qualquer religião

pátria

justiça

ideia

verborreia

ou infeliz ilusão

terrena

 

Poder

por fim

dizer adeus

ao mundo e à dor

viver a fascinante aventura da eternidade

satisfazer a curiosidade imensa do além

conhecer toda a dimensão do amor

e da verdade

libertar a mente

e encontrar

quiçá

Deus

bem de frente

Henrique António Pedro

Maravilhado ando eu com o Amor

 


XLVII

Maravilhado ando eu com o Amor

 

in Introdução à Eternidade

1.ª Edição, Outubro de 2013

Copyright © Henrique Pedro (prosa Y poesia)

 

Maravilhado ando eu com o Amor

 

Mais do que com o Sol ou a Lua

as estrelas

o Céu

a Terra

o mar

o trovão

as aves e os aviões que voam nos ares

 

Mais do que a paixão

que enrola a razão

o Amor extravasa a mente

e transborda o coração

 

O Amor

prodigiosa sensação

é mais do que a gente sente

 

O Amor

é a mais generosa dádiva do Criador

 

É o prodígio maior da Criação

 

Henrique António Pedro

Destino

 


XLVI

Destino

 

in Introdução à Eternidade

1.ª Edição, Outubro de 2013

Copyright © Henrique Pedro (prosa Y poesia)

 

Eu nunca estive aqui

nem mesmo agora aqui estou

alguém se serve de mim

e me faz o que não sou

 

Alguém me enfeitiça

e me atiça

me disfarça de ar e de água

de amor e de mágoa

 

Alguém me acusa

e se escusa

a me julgar

 

Eu nunca nasci

nem morri

e sempre vivi

noutro lugar

 

Para lá vou voltar

quando acordar

aonde

de onde

nunca saí

 

Meu destino divino

é saldar esta injustiça

este feitiço da dor

pela magia do amor

Henrique António Pedro