Parti
de
mansinho
para
não a acordar
porque
percebi que sonhava comigo
Sorri
aconcheguei-lhe
a roupa
beijei-a
na testa
e escrevi
este poema balsâmico
na
sua agenda aberta
sobre
a mesinha de cabeceira
mesmo
à beira do despertador
Para
que quando o alarme tocar
e a
fizer acordar
sinta
o meu amor
e não
entre em pânico
por
não me encontrar deitado a seu lado
Também
para
lhe dizer
que
por nenhuma razão
a quero
perder
e que
estará sempre presente no meu coração
E que
enquanto eu estiver ausente
por
obrigação
andarei
sempre a penar de paixão
deserto
de desejos dela
do
seu carinho
e dos
seus beijos
Por
isso parti
assim
devagarinho
sem
a acordar
porque
percebi
que
sonhava comigo
Vale
de Salgueiro, sábado, 27 de Setembro de 2008
Henrique
António Pedro
