Ando a ler o livro
da minha vida
sofrida
de alma aberta
a tentar
compreender
o que Deus lá escreveu
que ainda ninguém leu
e porque fez de mim
poeta
Folheio com poesia
cristã
as folhas do dia a
dia
tentando adivinhar
o que está escrito
na página de amanhã
e até quando
esta minha história
de glória
irá durar
Os meus poemas são
anotações à margem
a minha poesia uma
pálida imagem
do que sou e não
sei
pobre marginália
parafernália de
emoções
com que tento interpretar
a razão de ser de
tanto sofrer
e de muito mais
amar
São dúvidas
interrogações
hinos de louvor ao
Criador
desejo de não morrer
São o antecipar do
devir
a marca do meu ser
o timbre do meu
sentir
Vale de Salgueiro, terça-feira, 16 de Março de 2010
Henrique António Pedro