Os
meus olhos não vêem além do horizonte
e os meus
ouvidos
mais não
ouvem que ruídos fugidios
As minhas
mãos mais não tacteiam que a pele de corpos
e a
superfície dos objectos
O meu coração
apaixona-se sem saber porquê
o meu cérebro
mal percebe a realidade
A
minha alma mergulha na ansiedade
limitado
que estou encarcerado dentro de mim
de
espírito longe da verdade
A
olhar o mundo sem ver
por uma
estreita fresta
por
onde mal passa a luz do dia
que
nada me diz do Cosmos profundo
Por
isso o meu espírito se incendeia de poesia
e
anseia por tactear mais
ouvir
mais
sentir
mais
mais dar
e receber
Olhar e
ver além do horizonte
uma
réstia de esperança que desponte
Vale de Salgueiro, sábado, 5 de Dezembro de 2009
Henrique António Pedro





