O poeta
é um místico
seja
ele artista da poesia pintada
tocada
escrita
ou mesmo
rezada
É alguém
que não tem o espírito preso ao corpo
porque
o divino sopro
no
acto do nascimento
soprou
demasiado forte
quase
como o vento norte
Por
isso o poeta se arrasta à sorte
por
esse mundo fora
sempre
na Lua
de
alma nua
aluado
e
embora enamorado
deambula
pelo Universo
levado
nas asas de um simples verso
Com
os cinco sentidos nem sempre bem aferidos
à
procura de arte
por
toda a parte
É por
isso que o povo diz
e não
se contradiz
no
infinito saber que é o seu:
“De
poeta e de louco todos temos um pouco”
Mais
uns que outros
direi
eu
Vale
de Salgueiro, quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
Henrique
António Pedro





