Foi já
ao cair da tarde
que se
levantou uma brisa suave
docemente
para embalar
a Natureza
e
convidar humanos e animais
seus
iguais
a
adormecerem
serenamente
Ergueu-se
no horizonte, de repente
a Lua
cheia
grávida
resplandecente
em perseguição
do Sol
que se
escondia por entre nuvens
para
se não deixar apanhar
por
não querer assumir
a
paternidade
Até a
noite cair, docemente
e a
Lua abrir o regaço diáfano
polvilhando
o Firmamento
com as
estrelas cintilantes
que
salpicam com fantasia
o
humano entendimento
Tudo
isto aqui na Terra
bem o
centro do Universo
em que
a Humanidade
continua
a adormecer
e a acordar
na paz
e na guerra
até um
dia poder compreender
porque
se esconde a Verdade
em tão
dolorosa poesia
Vale de Salgueiro, Domingo, 31 de Agosto de 2009
Henrique António Pedro





