Viver é vencer montanhas de glória
serras de derrotas sem história
selvas de ambição
desertos de sonhos
mil abrolhos
pântanos de frustração
É uma breve caminhada exterior
por demorados caminhos de dor
e de mais curto amor
É vogar por espaços discretos
de ideias e afectos
abertos no nosso mundo interior
Sem que possamos parar
ou sequer descansar
Sem termos para onde fugir
porque se o coração para de bater
o cérebro deixa de pensar
e a alma de se angustiar
Como pode, então, a vida ter por fim a morte
morrer ser o fim de viver?
Ainda que a morte incompreendida
seja o fim da vida
não a Esperança
perdida
Vale de Salgueiro, quinta-feira, 16 de Dezembro de
2010
Henrique António Pedro





