Sopra o tempo…
como se fora o vento a soprar
do passado relembrado
para o futuro
obscuro
Sopra o tempo…
como se fora o vento a soprar
vendavais de História
que varrem da memória
a verdade
Sopra o tempo…
como se fora o vento a soprar
silêncio
soledade
quietude
queixume
nostalgia
no ouvido do poeta que de alma
aberta
se devota
à virtude da poesia
Sopra o tempo…
como se fora o vento a sibilar
nas árvores frondosas
odes cósmicas melodiosas
miragens de eternidade
Melhor se ouve o vento do tempo
a enrolar no escuro
horas
minutos
segundos
na azafamada ida e vinda
no momento da despedida
na demora desmedida
na espera angustiada
na alegria da chegada
Vale
de Salgueiro, sexta-feira, 10 de Outubro de 2008
Henrique António Pedro
imagem: La nevada (o El
invierno) de Francisco de Goya, 1786

Sem comentários:
Enviar um comentário