Passa
nas nuvens
nos
sonhos
nos
desejos
a
correr
fugaz
Sob
mil formas de amor
de dor
e
de sofrer
silenciadas
pelo vento
contratempo
de uma vida inteira
Tanta
poesia que sinto e não escrevo!
Que
não escrevo porque não sei
não porque não queira
Que
não escrevo não porque não tenha tempo
Que não escrevo porque não sou capaz
nem
para tanto tanha paz
Tanta
poesia eu sinto
e
não sei escrever
É
angústia
é
tormento
é
lamento
Epifenómenos
do meu viver
Vale de Salgueiro, sábado, 29 de Maio de 2010
Henrique António Pedro
