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sábado, 10 de outubro de 2026

A minha alma tal qual eu a sinto



A minha alma tal qual eu a sinto

não é branca

ou negra

etérea

transparente

deliquescente

ou vaporosa sequer

 

Tão pouco é uma luz interior

magenta

alada

prateada

cor-de-rosa

ou cinzenta

 

É um vórtice de amor dentro de mim

que anseia tudo ao redor envolver

ao som da melodia cósmica sinfónica

 

É a vontade de a Terra inteira abraçar

o Céu, Estrelas e Galáxias

o Universo intemporal

e tudo à vida devolver

em explosão de amor sideral

 

A minha alma tal qual a sinto

e pressinto

é um sopro de sentimentos

um emaranhado novelo de afectos e pensamentos

 

É a radiação do meu cérebro que afago com a mão

ao ritmo do pulsar do meu coração

 

É o meu eu que anima o meu corpo

a voar para Deus

Universo fora

Espírito adentro

feito vento

 

A minha alma tal qual eu a sinto

é o tudo todo que sou eu

 

A minha alma tal qual eu a sinto

sou eu

 

Vale de Salgueiro, quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Henrique António Pedro