Foi outrora um mar
um oceano distante
o Atlântico
Que as caravelas do
Infante
de seu alvedrio
ousaram devassar
a domar tempestades
a povoar de ilhas
a inundar de
lágrimas
e a pescar saudades
Não passa, agora, de
um rio
de nostalgia
que a toda a hora
o homem insano
devassa
Embora nas suas
margens haja poetas a pescar
poesia
e a acenar
amizades
Agora é um cântico
o Atlântico
um rio florido de
letras
de rosas e de violetas
de poemas de todo o
ano
Que poetas a toda a
hora
ousam atravessar
tão só para se
abraçar
Vale de Salgueiro, sábado, 30 de Janeiro de 2010
Henrique António Pedro
