Virou
uma coutada
A
Terra
Em
que os donos do mundo
Se
divertem a caçar
E a
fazer guerra
E o
homem um animal
Amoral
Que
habita o planeta
Que
ninguém se intrometa
Acabou-se
o mal
Prolifera
a maldade
O
bem é pura inutilidade
O
motor da civilização é a corrupção
A
maior indústria é o vício
A
vida não tem valor
A
morte não passa de um pormenor
Guerra
ou paz tanto faz
Preciso
é ganhar
E vender
O
amor é o que for
E o
que está a dar
Mentir
é utilidade
A
verdade é relativa
Depende
de quem a inspira
O
insulto é gratuito
Não
tem preço
É
arma de arremesso
Só
morre à fome quem não come
Ou não
tem forças para se revoltar
A
Terra esventrada já está a arder
Não
tarda a estourar
Já
não há mal
Nem
bem
Na
Terra
Apenas
maldição
Não,
não, meu Jesus Cristo!
Não
deixes que Te sacrifiquem outra vez
Na
cruz
Pedi
ao Pai
Que
acabe com isto
De
vez
Vale
de Salgueiro, quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Henrique
António Pedro
