Os poetas são como os pássaros
passam os dias a cantar
do nascer ao sol pôr
à espera da Primavera
para mais cantar
e amar melhor
A Primavera dos poetas
é como o vento, porém
não tem hora de chegar
e quando chega
se chega
ninguém sabe quanto tempo
irá ela demorar
Os poetas são como os pássaros
passam os dias a cantar
em vão a procurar
seu coração alegrar
que anda triste
por não saber
voar
mas não desiste
As penas dos poetas não são penas de voar
são poemas
são dilemas
penas pesadas por certo
de coração aberto
por tanto se angustiar
São plumas de amor coloridas
a principal cor
da paleta do poeta
São alegrias fugidias
são versos
são reversos
são poesias
Vale
de Salgueiro, terça-feira, 3 de Março de 2009
Henrique
António Pedro
