Mergulho no passado
nos tempos em que fui feliz
sem saber
o meu coração sente
e me diz
desolado
que não é futuro o presente
antes é para esquecer
Presente é perjuro
farsa
desesperança
desgraça
viver é sofrer e penar
e morrer poderá não ser
deixar de viver
Enquanto houver morte haverá esperança
de que nos podemos salvar
e nos vir a reencontrar
num mais amoroso devir
Esperança de viver
a sorrir
mesmo depois de morrer
Há que viver e acreditar
Vale de Salgueiro, sábado,
18 de Agosto de 2012
Henrique António Pedro
in Anamnesis (1.ª Edição: Janeiro de 2016”
Copyright: Henrique António Pedro
