A
felicidade
na
verdade
é um
clamor de amor interior
que vista
de fora
embora
à
luz do dia
se chame
alegria
Poderá
perceber-se num olhar
num
sorriso
numa
imperceptível expressão facial
num
abraço
num amoroso
embaraço
num
enlace nupcial
num
aperto de mão
no
bater do coração
numa
expressão de fé
nas
notícias dos jornais
numa
lágrima até
tantos
são os seus sinais
Muitos
a procuram nos bares
nos
estádios
no
sossego dos lares
na
religiosidade de um templo
na
aspereza da Natureza
na
destreza de seus gládios
nunca
num contratempo
Poderá
andar por esses lados, sim
se
por lá houver amor, verdade e virtude
mas
não é aí que a felicidade
mora
por fim
em
plenitude
Na
verdade
a
felicidade é contentamento
é um
clamor de amor interior
se percebida
por dentro
à
luz de quem a induz
com
serenidade
É
dentro de nós que a devemos procurar
porque
só a nós
em
nós e nos outros
nos
é dado despertar
Vale de Salgueiro, quarta-feira, 27 de Agosto de
2008
Henrique António Pedro
