Ousa persuadir-me a que a ame
com gestos ousados
de sedução
E eu tento dissuadi-la
outrossim
com gestos forçados
de desdém
de que ela a mim me ame
e de que pretenda que eu a ame
a ela
Nem ela
nem eu
porém
sabemos como este jogo termina
No amor não existe persuasão
nem dissuasão
ninguém o determina
Apenas há o momento certo
imprevisto
de amar
alguém
Ninguém comanda o coração
nem de longe
nem de perto
Vale de Salgueiro, quarta-feira, 24 de Novembro de
2010
Henrique António
Pedro
