Eu
sabia
que
um qualquer dia
havia
de
lá tornar
Era
o coração que mo dizia
E
que ao lá voltar
tornava
a outros lugares
separados
no tempo
espalhados
mas ligados
no
mesmo fio de sentimento
numa
estranha conexão
que
só mais tarde compreendi
Só
não sabia
que
seria
assim
tão de repente
sem
razão visível
nem
causa aparente
e
que sentiria o que senti
Só
não sabia
que
encontraria
tudo
assim tão diferente
tantos
espaços desertos
tanta
gente ausente
tantos
silêncios abertos
Fiquei
por isso parado
calado
no
doce prazer de sofrer
a
recordar
tomado
de nostalgia
Daquela
galega morrinha
que
ainda agora
agorinha
me
não mata
mas
me mói
Doer
de
verdade
dói
a saudade

parabéns
ResponderEliminarEstimado Amigo e Ilustre Poeta Henrique Pedro, Li e reli seu maravilhoso poema adorei, me revi em suas belas e profundas palavras. Volvido que e já meio século, voltei a encontrar aquela que foi o meu primeiro amor, triste fiquei, mas a vida continua. A encontrei não pessoalmente, mas sim no facebook. Abraço amigo de terras do Siao
ResponderEliminarSaudades de ler os seus textos. abraço green
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