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sexta-feira, 31 de março de 2017

Alguém me diz o que faço aqui?




Pergunto-me
desde que me conheço
e procuro-me por toda a parte

Não sei quem sou
mem o que faço aqui

Que missão é a minha?

Porque sina
ando perdido
amando e sofrendo sem tino
ou sentido?

Responde-me a Ciência com mil fórmulas
máquinas, computadores e televisões
a Filosofia com mil adivinhas
a Religião com as melhores intenções

Mas não são essas respostas que eu espero
nem quero
e mais ainda desespero
e com poesia me lamento
 como se fora um condenado
sem culpa formada
 
Talvez seja essa a ideia

Talvez deva ser eu a libertar-me desta terrível cadeia
do desconhecimento



3 comentários:

  1. Acho que enquanto estivermos aqui, não saberemos. Quem sabe, depois?

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  2. OI HENRIQUE!
    UMA INDAGAÇÃO QUE NOS " PEGA" EM ALGUNS MOMENTOS PORQUE, NA REALIDADE, ACHO QUE NÃO PARAMOS PARA NOS CONHECERMOS PROFUNDAMENTE.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  3. Olá, Henrique!

    Transmontano de raiz, alma e coração e "mais vale quebrar, que torcer", é a vossa máxima e que o diga Aquilino ou Torga.

    O seu poema, que está mto bem estruturado, é uma questão constante, que, provavelmente, todos colocamos, mas parece que não encontramos resposta, nem cabal, nem parcial.

    Amar vale sempre a pena, mesmo que termine o sentimento. Ficou, todavia, o consolo dos bons momentos.

    Como sou mulher de Letras e Humanidades, não entendo nada da Ciências, nem de fórmulas, nem de Informática. Sei o básico dos básicos e isso já me chega.

    As palavras têm uma enorme importância na vivência do individuo, pke, e como diz o poema, elas beijam-nos como se tivessem voz, boca ou ferem-nos, isto digo eu, como se fossem espadas.

    Ninguém se conhece bem, na realidade, e tanto assim k, por vezes, fazemos "coisas", que horas depois nos arrependemos e nem percebemos o motivo da nossa atuação. Enfim, é assim a vida, mas que viva a poesia.

    Um abraço e desejos de uma boa semana, soalheira, embora á noite, o frio aperte e aí, ainda mais, k em Lisboa, onde vivo.

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