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sábado, 12 de janeiro de 2013

É sempre de si que o poeta fala




Quando chora ou ri

Quando cala
ou canta a dor
ou exalta o amor

Quando se angustia
e abre a mente à fantasia

Quando vitupera a mentira e a guerra
e reclama a paz para a Terra

Quando uiva de saudade

Quando põe a nu a verdade
e denuncia a falsidade

Ou quando se dá ao desfrute
de nada dizer
em rima exaltada

É sempre de si
que o poeta fala

Mesmo quando de si
nada diz

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