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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Esta saudade cadela


(Do meu baú de recordações)

Esta saudade cadela
me morde
e me ladra
a toda a hora
furiosa
e não me deixa dormir

Em vão tento amansá-la
imaginando a minha amada
saudosa
a sorrir
amorosa
escrevendo o aerograma
que agora tenho na mão
em que me diz
que me ama

Aerograma que leio
e releio
mas mais me enleio
nesta cruel nostalgia
nesta saudade
insidiosa
cadela
que ladra à lua

Só mesmo a poesia
dá conta dela!


Nangololo (Norte de Moçambique), Agosto de 1971

Henrique Pedro

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Agradeço a sua visita, distinta amiga Ilma e a simpatia das suas palavras. Abraço.

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  2. Quantos aerogramas que nesses dias longínquos lemos e relemos e adormecemos colados a eles.
    Destruí-os a todos. Se fosse hoje dariam belos romances.

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  3. Distinto amigo Luís. Não destruiu, certamente, toda a preciosa documentação sentimental gravada na memória, e no coração e que poderá inspirá-lo, hoje em dia. Agradeço a sua visita e as suas palavras. Abraço.

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