Se
fosse apenas eu a ler a poesia que escrevo
ela
não passaria de uma poética secreta fantasia
de
uma mania como outra qualquer
Ainda
que sempre valha a pena escrever
mesmo
quando nem o próprio compreende
aquilo
que escreve
e nem
saiba bem o que quer expressar
Eu pretendo,
porém, que a minha poesia
viva
e tenha mais alegria
e dê
que pensar a quem a lê-la se abrir
e me
ajude a descobrir
aquilo
que eu quero dizer
Só por
isso me apresso a dá-la a ler
e me
alegra o seu sucesso
Vale de Salgueiro, quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Henrique António Pedro
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Querido Poeta,
ResponderEliminarcompartilhar poesia é preciso.
Permito-me usar aqui as palavras de Alberto Caeiro:
“Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.”
Continue nos alegrando com seus versos. Abraço, Manuela