Especado
no cais
hesita
entre partir e ficar
ir
atrás daquele olhar
Abstrai-se
Dá asas
ao coração
mergulha
naquela imagem
no
reino da ilusão
Inunda-o
uma vaga de desejo
vence
a onda do embaraço
passa
à acção
à palavra
ao
beijo
ao
abraço
Afirma-se
a paixão
Sente
que ela o quer
que
não é miragem
Mas
será que ela existe?
Só
que ela insiste
Especado
no cais
hesita
entre ficar
e partir
ir
atrás daquele olhar
Nem
sabe para onde ela o leva
sequer para
onde ela vai
Há
amar e amar
há ir
e voltar
Vale de Salgueiro, sábado, 7 de Fevereiro de 2009
Henrique António Pedro

Há sim. MAs a escolha - se é que há uma - é nossa.
ResponderEliminarBelo poema!