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quarta-feira, 31 de julho de 2013

O sol, as estrelas e a lua



Vivo no campo
confrontado noite e dia

com o encanto do Cosmos

e da Natureza


De dia é o Sol
que desde a aurora
com esplendor e beleza
me desafia

À noite são as estrelas
e é a Lua
que de amor estua
e me alumia

de soledade

As estrelas estão lá no Céu
no regaço do Universo
cobrindo todo o espaço
com seu véu
de luz

verso
e rasto de espiritualidade

que me seduz

Pequeninas
bruxuleantes
chamam por mim

lá no Firmamento sem fim
espevitam o meu pensamento

Pequeninas e distantes
a dizerem-me ainda assim
o que nem sei
imaginar


Por mais que ande
nunca serei
verdadeiramente grande
para as alcançar

 

O mesmo direi do Sol

farol que mais cega

que alumia

 

Já a Lua está mesmo aqui

ao alcance da mão

a inundar de amor

O meu coração

 

Vale de Salgueiro, domingo, 9 de Maio de 2010

Henrique António Pedro

4 comentários:

  1. Simplesmente divino nos faz viajar à um tempo lúdico não foi em um campo mas parecido interior.
    Tenho lembranças lindas e essa poesia me fez recordar!... Amei Sol Holme.

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  2. Não vivo no campo
    mas o reconheço como alimento
    para o espírito e para o poema

    Saudações desde o Rio de Janeiro

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  3. Amigo, é reconhecido o seu talento.Neste poema, o final é de platina coroando o oiro que antecede o "ending":
    "Por mais que ande
    só serei
    verdadeiramente grande
    quando as alcançar"
    Bravo!
    Confesso que todo eu tremi de emoção, é que o Henrique exprimiu com mestria algo que eu sinto deste de que nasci.
    Parabéns,grato e continuação dum domingo feliz.Abraço.

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  4. Agradeço a sua visita, distinto amigo Luíz, e a generosidade do seu comentário. Um abraço fraterno.

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