Vivo
no campo
confrontado noite e dia
com
o encanto do Cosmos
e
da Natureza
De dia é o Sol
que desde a aurora
com esplendor e beleza
me desafia
À noite são as estrelas
e é a Lua
que de amor estua
e me alumia
de
soledade
As estrelas estão lá no Céu
no regaço do Universo
cobrindo todo o espaço
com seu véu
de luz
verso
e rasto de espiritualidade
que
me seduz
Pequeninas
bruxuleantes
chamam por mim
lá
no Firmamento sem fim
espevitam o meu pensamento
Pequeninas e distantes
a dizerem-me ainda assim
o que nem sei
imaginar
Por mais que ande
nunca serei
verdadeiramente grande
para as alcançar
O
mesmo direi do Sol
farol
que mais cega
que
alumia
Já
a Lua está mesmo aqui
ao alcance
da mão
a inundar
de amor
O meu
coração
Vale de Salgueiro, domingo, 9 de Maio de 2010
Henrique António Pedro

Simplesmente divino nos faz viajar à um tempo lúdico não foi em um campo mas parecido interior.
ResponderEliminarTenho lembranças lindas e essa poesia me fez recordar!... Amei Sol Holme.
Não vivo no campo
ResponderEliminarmas o reconheço como alimento
para o espírito e para o poema
Saudações desde o Rio de Janeiro
Amigo, é reconhecido o seu talento.Neste poema, o final é de platina coroando o oiro que antecede o "ending":
ResponderEliminar"Por mais que ande
só serei
verdadeiramente grande
quando as alcançar"
Bravo!
Confesso que todo eu tremi de emoção, é que o Henrique exprimiu com mestria algo que eu sinto deste de que nasci.
Parabéns,grato e continuação dum domingo feliz.Abraço.
Agradeço a sua visita, distinto amigo Luíz, e a generosidade do seu comentário. Um abraço fraterno.
ResponderEliminar