segunda-feira, 24 de março de 2014
Projecto-me no Espaço, precipito-me no Infinito
quinta-feira, 20 de março de 2014
Paixão
quarta-feira, 19 de março de 2014
Prenúncios de Primavera
terça-feira, 18 de março de 2014
Do fascínio do silêncio e da solidão
sexta-feira, 14 de março de 2014
No céu não existe Deus
terça-feira, 11 de março de 2014
Espelho parabólico
segunda-feira, 10 de março de 2014
Poema sem título, sem tema e sem autor
Um
poema poderá não ter título
nem
ter autor
sequer
muito
embora não seja o caso deste
é
bom de ver
Um
poema poderá não ter tema
nem
falar de dor
ou
de amor
Poderá
mesmo falar de tudo
sem
nada dizer
e
ser dilema
Um
poema, porém, terá que ter leitor
mesmo
que não saiba ler
Terá
que ser sentido por alguém
mesmo
que não tenha metro nem rima
não
mereça a estima
nem
tenha sentido para ninguém
Poderá
ser só um rosnar
um
ranger de dentes
um
uivar de lobo
um grito
de socorro
um
estado de afasia
um
apontar de dedo à estrela polar
um
exercício de razão
uma
exclamação de alegria
Um
poema poderá ser um olhar tão-somente
um
sentir
um
devir
um
dever
um
presente
uma
emoção
uma
inocente lágrima de pranto
uma
folha de papel em branco
Um
poema, porém, terá que ter poesia
Amém
Vale
de Salgueiro, sexta-feira, 20 de Abril de 2012
Henrique
António Pedro
segunda-feira, 3 de março de 2014
Meus poemas, minhas crias
domingo, 2 de março de 2014
Escrevendo na pedra do tempo
espalhando mundo fora
as taras e vaidades
Outros escrevem suas mágoas
esperando que o rio
despeje no mar
Os poetas maiores, porém
mesmo se já moram no Além
escrevem verdades
E afeiçoam o espaço
à força e beleza