Cruza as pernas com sensualidade
como se a importunasse a virgindade
Solta sorrisos etéreos
desejos relutantes
em silêncio
mas nada me diz
Chispa olhares faiscantes
na alvorada
que ainda tarda
mas de nada me fala
Sopra novelos de fumo
que se evolam do cigarro
que mal leva aos lábios
mas que rola nos dedos sábios
como se fossem malmequeres
floridos numa já tardia Primavera
Sacode os cabelos fazendo soltar
pós mágicos de perlimpimpim
bolas de sabão perfumadas
irisadas de erotismo radiante
que vêm explodir no meu rosto
e me sobem ao nariz
como vapores de vinho mosto
Enquanto faz ouvir as pedras de gelo a tilintar
no balde que em que resfria
o espumante
e acalenta estuante alegria
de me conquistar
Debalde
Entretanto é madrugada
ainda assim

Belo poetizar com muito sentimentalismo. Aplausos e minha admiração.
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