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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Dessa mulher nada quero saber

 


Não quero saber quem é

nem o que faz

ou que fez

 

É-me indiferente

 

Completamente

 

Não me importa saber se é bonita

catita

feia

fantasma

sereia

inteligente

indigente

morena

liberal

grande

pequena

sensual

bailarina

nórdica, arábica ou latina

 

Duvido até que é disléxica, estrábica e daltónica

porque mal me vê

e nem me fala

 

Sobre essa mulher

não me interrogo

 

Quero lá saber!

 

Apenas me questiono

porque será que só de a ver

me emociono

 

Dessa mulher nada quero saber

 

Vale de Salgueiro, segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Henrique António Pedro

 

2 comentários:

  1. Lindo poema !!!
    Como todos, com mensagem mais ou menos explícita, porém, este, não! É mais sublime, “exala um perfume” de paixão não correspondida. Será ???....
    Mas a imagem que o acompanha é de uma Deusa !!

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    Respostas
    1. Agradeço a simpatia da sua visita e a generosidade das suas palvras, distinto amigo Serafim. O imortal Pessoa ensinou-nos que o poeta é um fingidor, que finge ser dor, ou amor, a dor, ou o amor, que deveras sente. Abraço

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