sexta-feira, 17 de outubro de 2014
À sombra de uma nuvem
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
A diva
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Dons, Tons, Sons de Outono
Há roseiras a “rosir”
romãs a sorrir
ouriços altaneiros
no alto dos
castanheiros
quase
quase
a parir
São dons de Outono
Entonos dos campos e da
atmosfera
a imitarem os cantos da
Primavera
ainda que a cor
dominante
não seja o primaveril verde
fulgurante
pintalgado de papoilas
e malmequeres
e da sensualidade das
mulheres
São os tons quentes de
castanho
das folhas amarelecidas
desprendidas pelo vento
de árvores
entristecidas
simulando alegria
em derradeiro arreganho
que é lamento
elegia
pura poesia
São os sons das
despedidas
os pios tristes das
andorinhas
já prontas a partir
Dons, tons e sons de
Outono
Só as mães não voltam a
sorrir
quando vêem os filhos
partir
Vale de Salgueiro, quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Henrique António Pedro
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Escrevelendo
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
O amor e a imaginação
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Como pode a vida ter por fim a morte?
Viver é vencer montanhas de glória
serras de derrotas sem história
selvas de ambição
desertos de sonhos
mil abrolhos
pântanos de frustração
É uma breve caminhada exterior
por demorados caminhos de dor
e de mais curto amor
É vogar por espaços discretos
de ideias e afectos
abertos no nosso mundo interior
Sem que possamos parar
ou sequer descansar
Sem termos para onde fugir
porque se o coração para de bater
o cérebro deixa de pensar
e a alma de se angustiar
Como pode, então, a vida ter por fim a morte
morrer ser o fim de viver?
Ainda que a morte incompreendida
seja o fim da vida
não a Esperança perdida
Vale de Salgueiro, quinta-feira, 16 de Dezembro de
2010
Henrique António Pedro





