quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Fogo-de-artifício nuclear
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
De barro e poesia
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
Terra Mater
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Quando a minha alma em mim anda perdida
sobre a mesa
sábado, 18 de novembro de 2017
A poesia de amor não passa de uma farsa
A poesia de amor não passa de uma farsa
de uma momice
de uma doce aldrabice
De uma mistificação rimada
declamada
cantada
decantada
e nem sempre bem-intencionada
A poesia de amor é um fingimento de sentimento
uma perda de razão
É um chorrilho de fantasias e falsidades
de meias verdades
de falsas alegrias
de piruetas e caretas
de esgares próprios da paixão
A poesia de amor não passa de uma farsa
com que o poeta
com versos perversos se disfarça
A poesia de amor é um paradoxo
uma desgraça
um meio pouco ortodoxo
de redenção
A poesia de amor é uma sublime encenação
Vale de Salgueiro, quarta-feira, 14 de Março de
2012
Henrique António Pedro
terça-feira, 14 de novembro de 2017
No reverso do universo
Nada
do que sonho
ou
imagino
existe
em lado nenhum
Dentro
de mim há miríades de outras entidades
ideias
sonhos
fantasias
angústias
irrealidades
que eu
não consigo expressar em nenhum dos poemas que escrevo
porque
não existem na Via Láctea
na Terra
na Lua
no
umbigo do Sistema Solar
na rua
da realidade
Eu
vivo no reverso do universo
Esta a
raiz da minha crónica ansiedade
Vale
de Salgueiro, segunda-feira, 18 de Agosto de 2009
Henrique
António Pedro
domingo, 12 de novembro de 2017
Colhendo poemas directamente das árvores
é podermos ir ao pomar
colher poemas directamente das árvores
Quando não são as aves que no-los trazem
adejando à nossa volta
e chilreando melodias
Ou o Sol
ou a lua
ou as estrelas
que com os seus raios de luz escrevem eles próprios
os versos
na nossa alma
a ler
E quando pela manhã abrimos a janela
e descobrimos que não temos nenhum sítio para aonde ir
nada mais que fazer
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
Palavras tresmalhadas pelo vento
