Vá
para aonde eu vá
ou
for
sempre
carrego comigo
uma
mala de fantasia
cheia
de sonhos
e
de amor
Sempre
assim foi
sempre
assim será
Sonhos
que são sementes de poesia
que
germinam em poemas
em
cânticos de louvor
em gritos
de alegria
em choros
de dor
arpejos
de dilemas
ao
sabor da sorte
Assim
será
até
na hora da morte
já
que estou em crer
e
disso tenho fé
que
continuarei a sonhar
a
amar
a escrever
poesia
mesmo
depois de morrer
Vá
para aonde eu vá
ou
for
sempre
carrego comigo
uma
mala de sonho
e
de amor
preparado
para amar
É
dentro dessa mala
que
eu próprio me faço transportar
Vale de Salgueiro, quinta-feira, 3 de Junho de
2010
Henrique António Pedro





