Não
sou poeta de nenhuma causa
De
alguma musa encantada
Ou por
mando de alguém
Muito
menos por querer ser
Por vaidade
Ou por
sede de poder
Sou
poeta por ansiedade
Por
força da angústia
E da
verdade
Sou
poeta por desejo de glória
E de
mais saber
Por
querer ir mais além
Por
necessidade de ser feliz
Também
E
porque à poesia tudo digo
E a
poesia tudo me diz
Sou
poeta porque é meu destino cantar
O amor
A
verdade
A
amizade
E o
bem
Sou
poeta porque amo
Sofro
E em
mim mesmo sinto
Ainda
que levezinho
Um
certo sopro
Divino
Não
sou poeta por mor de nada
Nem por
amor a ninguém
Ainda
que muito ame
E nem
só a quem me quer bem
Vale de Salgueiro, sábado, 18 de Setembro de
2010
Henrique António Pedro





