Sonho
acordado
ausente
Deixo-me
levar pelo vento
no
voo do tempo
imaturo
desasado
cada
momento do presente
fecha-se
em passado
e
abre-se em futuro
Rasgo
a bruma da ilusão
escrevo
poemas de espuma
inseguro
voo
fascinado
com
a leveza duma pluma
O
sonho é uma ideia oca
mas
é esperança
é
procura da verdade
é
pulsar do coração
ar
da Razão
pão
da boca
é
a próxima realidade
Deus
só não nos deu asas
para
que sejamos nós
a
aprender a voar
e
a sonhar
A
despertar
pela
contemplação
Vale de Salgueiro, quarta-feira, 26 de
Novembro de 2008
Henrique António Pedro





