terça-feira, 2 de abril de 2013
A uma poetisa sublime
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Andava eu poetando por aí
in Anamnesis
(1.ª Edição: Janeiro de 2016)
Andava
eu poetando
por
aí
e além
Pintando
e musicando
paisagens interiores
cenários
da razão
veredas
do coração
olhando
a paixão
com
desdém
Eis
senão quando
o
Universo desmorona
Tropeço
numa candente estrela cadente
na lembrança
de um amor ardente
que
foi
mas
já não é
Ou será
que não será?!
Não!
Foi
apenas uma explosão de saudade
que
tudo deitou a perder
e
mais me fez sofrer
Vale
de Salgueiro, segunda-feira, 31 de Outubro de 2011
Henrique
António Pedro
sexta-feira, 29 de março de 2013
ALELUIA! (Αλληλούια, HalleluJah)
(Αλληλούια, HalleluJah)
De Jesus Cristo apenas sei
o que a História me ensina
mas a luz da Sua doutrina
que me ilumina o coração
neste tempo sem Lei
em que o mundo desespera
ganha cósmica dimensão
na minha frágil razão
É o Cristo do Advento (1)
o Jesus de quem espera
o fim do sofrimento
É o Amor que não esmorece
é a Páscoa que acontece
em cada Primavera
É refrigério da dor
dádiva total de Amor
explosão de Alegria
Αλληλούια, HalleluJah,
ALELUIA!
Ressurreição
É o Deus de quem resiste
e de Amar não desiste
nem de em paz viver
É a Fé verdadeira
a Esperança derradeira
de que libertos de todo o mal
deixaremos de sofrer
e havemos de nos salvar
É o Cristo da Kenose (2)
a gloriosa metamorfose
de Deus que à Terra veio morrer
para a Si mesmo Se ressuscitar
e ao Céu reascender
É o Jesus da Parusia (3)
que em glória e alegria
à Terra, um dia, irá voltar
para a todos resgatar
Αλληλούια, HalleluJah,
ALELUIA!
Notas:
(1) Advento- Período das quatro semanas que precedem o Natal.
(2) Kenose- A completa auto-doação no amor,
como descrita por São Paulo no seu Hino aos Filipenses, 2, 6-9.
(3) Parúsia-A
segunda vinda de Jesus Cristo à Terra.
Vale de Salgueiro, 22 de Março de 2008
Henrique António Pedro
quarta-feira, 27 de março de 2013
Versos impressos no pó do caminho
Deixo versos impressos no pó do caminho
À ida
deixo poemas
suspensos no ar
e os rastos dos meus passos
impressos no pó do caminho
À volta
já a brisa do fim da tarde
lhes deu descaminho
desemaranhou os dilemas
e alisou as arestas dos rastos
Outros transeuntes vieram
os pisaram e deformaram
mas seria a chuva telúrica
a apagá-los definitivamente
dissolvendo o pó em lama
Poderiam ser maciços graníticos
piramidais
anónimos
erigidos no deserto
que teriam o mesmo fim
embora mais lenta fosse a agonia
ou mais funda a chaga
ainda assim
Mas os meus poemas têm o meu rosto
são os rastos indeléveis dos meus passos
que ninguém que preste
apaga
mesmo se os ignora
e não lê
Encontram-se
permanentemente
a perderem-se
na imensidão do Cosmos
e só o vento celeste
os dilui em eternidade
in Anamnesis (1.ª Edição: Janeiro
de 2016)
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