(Com reiterados
votos de Feliz Natal)
Tiraram
Jesus dos braços de Sua mãe
subtraíram-no
da companhia de Seu pai
e
puseram a criança nua
a
dormir ao relento
na
rua
Quem?
Os
donos do mundo
e
nós também
a
seu contento
Tomaram
depois um nababo velho
barbudo,
imundo e anafado
apelidado
de Pai Natal
à
margem do Evangelho
Converteram-no
em mito comercial
e deitaram-no
na manjedoura
para
vender o feno e a palha do berço
e o
esterco do curral
Que
Deus nos valha!
Um
vento de miséria e de guerra
sopra
agora por toda a Terra
a Paz
jaz sepultada
em
túmulos de dor
lado
a lado com o Amor
e a verdadeira
Luz
Enquanto
a tropa de facínoras barbados invade a Europa
governada
por herodes surdos e sem decoro
tentando
escravizar a Virgem Maria
forçar
São José à apostasia
vilipendiar
Cristo e a Cruz
assassinar
santos inocentes
e matar
Jesus
É tempo
de choro e de ranger de dentes
Vale
de Salgueiro, 21 de Dezembro de 2016

- Forte, visceral, atual este comentário/poema que nos traz presente a situação do nosso mundo nesta época. Eloquente enunciado da imoralidade dos nossos dias fala, em lamento e repúdio , do estados de coisas insuportável a que estamos submetidos.
ResponderEliminarAgradeço a simpatia da sua visita, Vera Lúcia, e a generosidade das suas palavras. Abraço fraterno.
EliminarGrande Grito de revolta e repúdio pelo desenrolar pelo que se passa no mundo actualmente.
ResponderEliminarParabéns.
Lourdes Mourinho Henriques
Eis o meu sentir expresso por um outro poeta que pensa como eu Claro, somos poetas Lindo Amei!
ResponderEliminarAgora só uma questão este Vale Salgueiro é em Leiria? (próximo)? seria interessante