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terça-feira, 14 de abril de 2026

Platónica Paixão



Trago o meu pobre coração a arder

É tão triste a minha condição

Tão abrasadora esta paixão

Que o desfecho não posso prever

 

A essa mulher não passo sem ver

Embora forçado pela Razão

A conter-me e a dizer que não

Senão, tudo deitarei a perder

 

Mas ela, com sorrisos e perfume

Com seu doce jeito de me olhar

Mais não faz que mais atear o lume

 

Apaixonado, já não sei parar

Como sair deste amor incólume

Sem queixume, sem dor, sem me queimar

 

Vale de Salgueiro, sábado, 19 de Julho de 2008

Henrique António Pedro

 

 

 

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