terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Do Amor e de Deus
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Este poema é para si
É
com alegria
que
lhe dou a ler
esta
banal poesia
que
escrevi
a pensar
em si
Você
é um ser único
sem
igual
Vive
aqui a meu lado
e faz-me
companhia
neste
mundo encantado
de
sonho e fantasia
no
qual
só
o amor é real
Em
si me vejo
e
revejo
porque
lê o que escrevo
embora
eu não saiba se sente o que eu sinto
e se
pensa o que eu penso
ainda
que sinta e pense bem
Por
isso lhe sorrio
e lhe
envio também
este
abraço
sem
embaraço
e
lhe expresso amizade
de
verdade
Obrigado
portanto
por
comungar
e
partilhar
este
meu encanto
Vale
de Salgueiro, domingo, 25 de Julho de 2010
Henrique
António Pedro
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Amar mais e mais e mais
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Abre-se a noite em dia
se me ilumina a alma
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Rio de amor a desaguar em mar de poesia
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
A quem devo perguntar?
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
A angústia maior é a Lua
sábado, 3 de outubro de 2015
PALAVRAS QUE O VENTO LEVA E TRAZ
É
ar a voar pelo ar
o
vento
É sopro
que atiça a brasa mortiça
É
pensamento a soprar por nós adentro
instrumento
de sopro a tocar
pulmão
de soprano a cantar
perfume
a atear o lume da paixão
É ar
de aves de asas a adejar
É
pente que de repente despenteia
a
cabeleira da mulher
e que
sem querer
lhe
dá poético parecer
É
pé de povo revoltado
balão
de vaidade insuflado
até
rebentar
É bafejo
de desejo sem pejo
odre
podre a peidar
bufo
saído da boca do tartufo
É
fole a soprar
sem
ter nada dentro
É
verdade
o
vento
a
varrer o lixo prolixo
das
ruas do nosso viver
É
nuvem de lágrimas
à
procura de regaço
onde
se verter
É
respirar ofegante de quem quer vencer
É
aragem de imagem de verdade e santidade
É ar
em movimento
o vento
palavras
de amor ou sofrimento
que
leva e traz
conforme
lhe apraz
Vale de Salgueiro, sábado, 24 de Janeiro de 2009
Henrique António Pedro
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Poema para uma poetisa de Entre Douro e Minho
Pergunta-me qual o
caminho da felicidade
uma poetisa amiga
de Entre Douro e
Minho
É o da poesia
deixe-me que lhe
diga
já que nos leva a
toda a parte
sem nos levar a lado
nenhum
ainda que seja certo
que a algum lado nos leva
A felicidade não
exista em nenhum outro espaço
que não seja no
regaço de nossa mãe
e quiçá
no Além
embora cada um
tenha a sua própria convicção
de que será feliz um dia
sem condição
num qualquer lugar
Poesia que é uma emanação
do amor
que existe em todo o
lado
Por isso o insulto e
a cobardia
jamais serão poesia
porque apenas geram
dor
E a palavra obscena
que mina
e contamina
a amizade
nunca será poesia nem
verdade
tão pouco dilema
antes obscenidade
Aqui por Entre Douro
e Minho
está demarcado o
espaço
traçado o destino
de quem como nós ouve
dentro de si
a voz desse
telurismo maior que é a poesia
manancial de
felicidade
Vale de Salgueiro, sábado,
6 de Março de 2010
Henrique António Pedro
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Andam aviões a lavrar o ar
Andam aviões a lavrar o ar
A
semear ilusões
e
ventos
no
ar
ruidosos
raiventos
andam
aviões a lavrar o ar
sem parar
A
rasgar montanhas de nuvens
estradas
de fumo
de rumo
rectilíneo
a
tecer no céu o véu da ubiquidade
É a
Humanidade a dançar
sobre
a terra e sobre o mar
a
dança contradança
da
verdade
Viagens
de paz
ou
de guerra
tanto
faz
Quem
sabe aonde tudo isto irá parar?
Vale de Salgueiro, sábado, 14 de agosto de 2015
Henrique António Pedro
sábado, 18 de julho de 2015
Toda a poesia que sinto e não escrevo
não porque não quero
Que não escrevo porque não sou capaz
terça-feira, 9 de junho de 2015
Assistindo ao pôr-do-sol pousado num fio de telefone
Ufa!
Ainda
estou ofegante!
Vim
a correr para lhes contar
Foi
uma experiência esfusiante
verdadeiramente
surreal
neste
início de Primavera
Acabo
de ver o pôr-do-sol
a
olhar o mundo de cima
pousado
num fio de telefone
Lado
a lado com as andorinhas
acabadas
de chegar das terras do sul
e
algumas rolas turquesas
que
por aqui habitam todo o ano
Todos
no mais devotado silêncio
apesar
dos latidos dos cães
que
não paravam de correr e saltar
tentando
alcançar o nosso poleiro
para
também eles se empoleirarem
o
que seria um espanto
Lindo
foi quando o astro rei
amarelo
como uma gema de ovo
mergulhou
definidamente no horizonte
e
as andorinhas me olharam
e
me confidenciaram
que
já haviam sido galadas
e
que traziam sóis como aquele no ventre
que
eram um encanto
Depois
bateram as asas de repente
e
recolheram aos ninhos
sem
se comprometerem a voltar
amanhã
de manhã
para
assistir o nascer do sol
Eu, por mim, lá estarei,
porém!
Espero
que o Sol não falte!
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Moro no infinito. Existo na eternidade
domingo, 19 de abril de 2015
Por não ter tempo a perder a pensar
(in Anamnesis (1.ª Edição: Janeiro de 2016))
Por não ter tempo a perder
a pensar
Tempo para me demorar
a ir
e a vir
do coração ao mundo
da razão ao cosmos
de mim à eternidade
Tempo para me perder no dia-a-dia
em tecnologia
em cálculos
em tramas
em enredos judiciais
Nos livros de contabilidade
nas páginas dos jornais
e em tudo o mais
Os meus poemas são atalhos
curto circuitos
auto-estradas mentais
entre mim e a verdade
pendente
Por não ter tempo a perder
a pensar
escrevo poesia
para prontamente
lá chegar
Vale de Salgueiro, terça-feira,
8 de Setembro de 2009
Henrique António Pedro
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Maravilhado ando eu com o Amor
Maravilhado ando eu com o Amor
mais do que com o Sol ou a Lua
as estrelas
o Céu
a Terra
o mar
o trovão
as aves e os aviões que voam
nos ares
Mais do que a paixão
que enrola a razão
o Amor extravasa a mente
e transborda o coração
O Amor
prodigiosa sensação
é mais do que a gente sente
O Amor
é a mais generosa dádiva do
Criador
É o prodígio maior da Criação
Vale de Salgueiro, segunda-feira,
4 de Outubro de 2010
Henrique António Pedro
in Introdução à Eternidade(1.ª Edição, Outubro de 2013)
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Eu sabia que um qualquer dia
Eu
sabia
que um
qualquer dia
havia
de lá tornar
Era o
coração que mo dizia
E que
ao lá voltar
voltava
a muitos mais lugares
separados
no tempo
espalhados,
mas ligados
pelo
mesmo fio de sentimento
numa
mesma conexão
que só
mais tarde compreendi
Só não
sabia
que
seria
assim tão
de repente
sem causa
visível
ou aparente
Só não
sabia
que
encontraria
tudo
assim tão diferente
tantos
espaços desertos
tanta
gente ausente
tantos
silêncios abertos
Fiquei
por isso parado
calado
no
doce prazer de sofrer
a
recordar
tomado
de nostalgia
Daquela
galega morrinha
que ainda
agora
agorinha
me não
mata
mas me
mói
Doer
de
verdade
dói a
saudade
Vale de Salgueiro, terça-feira, 7 de Setembro de
2010
Henrique António Pedro
in Anamnesis (1.ª Edição: Janeiro de 2016)















