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terça-feira, 7 de abril de 2020

Os donos do mundo andam a brincar com o fogo



Embriagados de poder

De fausto e falsa glória

Russos, americanos e chineses

Julgam-se deuses

Os maiores da História

 

Fiam-se na força da arma nuclear

Nas suas guardas pretorianas

Nas legiões de bombistas suicidas

Nas ensandecidas massas insanas

 

Ameaçam por o Planeta a arder

Tudo deitar a perder

E com ódio, vírus e petróleo

Imolar a Humanidade

Na pira da sua imoralidade

 

Serão donos do mundo e da guerra

Mas não são senhores da Terra

 

A turba que por ora lhe bate palmas

 Lhes comerá os ossos e as entranhas

E ss labaredas do inferno eterno

Lhes consumirão as almas

 

Não conhecem a palavra amar

Para eles uma vida não vale uma palha

Mandam matar quem lhes resiste

Os donos do mundo brincam com o fogo

O trágico jogo do Apocalipse

 

Que a Senhora de Fátima nos Valha!


terça-feira, 31 de março de 2020

Plantemos poemas nos pântanos



Não fiquemos à espera

Nos pântanos
onde vegetam vícios e vírus
por toda parte
onde germina a dor
e a paz
jaz
plantemos poemas de amor

Florirão flores-de-lis 
e de lótus
ao que o coração me diz
já na próxima Primavera

E não haverá mais fome
ou guerra
sobre a Terra

E uma pandemia de alegria
iluminará de felicidade
a Humanidade

Vale de Salgueiro, domingo, 19 de Dezembro de 2010
Henrique Pedro

sábado, 21 de março de 2020

Poeta não é profissão





Poeta não é profissão
Não

É predisposição
Estado de alma
Força da natureza
Forma de beleza

Ser poeta é como ser herói
Santo
Explorador
Aventureiro
Pioneiro da conquista do Everest
Ainda que a sua poesia não preste

Nenhum poeta se alimenta
Do pão amassado com os poemas
Que escreve

O poeta acende o espírito
Com a poesia
De que se veste
Com fantasia

O poeta é um visionário diletante
Porque a vida é um fluxo
E um refluxo
Constante
De poesia
E vento

Poeta não é profissão
E a poesia não é entertenimento
Ou ocupação

O poeta é missionário
Voluntário
E a poesia
Missão


Vale de Salgueiro, quinta-feira, 15 de Abril de 2010
Henrique Pedro

sexta-feira, 13 de março de 2020

Deitei-me nu com a minha amada nua


(Desenho de carvão em papel, intitulado e datado de 1939, Almada Negreiros)


Naquela leda madrugada

deitei-me nu

com a minha amada

nua

despidos de tudo

vestidos de nada

 

O amor nos despiu de nós

a sós

a sonhar

e a Lua nos vestiu

de luar

 

Ela me envolveu e fascinou

com sua pele

de mel

e eu cobri-a com a minha

empoada de pós de brilhantina

fluorescência

da inocência

que toda a noite nos iluminou

em eterna fantasia

 

E o Sol não se pôs

nesse dia

 

Vale de Salgueiro, sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Henrique António Pedro

 

segunda-feira, 2 de março de 2020

O Deve e o Haver do Amor



O que é a Felicidade

na verdade

não sei

 

Também o que é a Verdade

não tenho a felicidade

de saber

 

Da Felicidade conheço, porém

o paladar

e da Verdade

o querer

 

Sei que o sabor da Felicidade é o Amor

e que o sentido da Verdade é o dever

 

Que a Verdade é o deve

a Felicidade o haver

 

Verdade e Felicidade

só podemos almejar

por via de amar

de sofrer

e de bem fazer

 

Deve amar

quem quiser amor haver

 

Vale de Salgueiro, 2017

 

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Luar de saudade





Vivo voando no tempo
no seio da saudade

Ventos de amor suavizam a dor
e assim o afastamento
não me dói tanto
tão pouco há lugar para pranto
apenas espaço para recordar

Ainda que a verdade
seja nua e crua
como a Lua
que me encanta
só de a ver
mas que de tão distante
me quebranta

Contenta-me contemplar o luar
a sofrer
de saudade

Vale de Salgueiro, sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Henrique Pedro