Tem a doçura do mel
a amargura do fel
o travo de pecado
o vinho da paixão
diz quem o provou
amou e pecou
Bebe-se até à última gota
com sofreguidão
pela taça da tentação
sem conta ou nota
Embriaga num ápice
tolda a razão
só acaba
quando se esgota
Mais sóbrio se fica ainda assim
desapaixonado
de ressaca
prostrado
sofrido
desiludido
desenganado
um querubim de via-sacra
Pai!
Afastai de mim esse cálice!
Vale de Salgueiro, terça-feira, 13 de Abril de
2010
Henrique António Pedro

Sem comentários:
Enviar um comentário