XVIII
Os cinco entes
que sou
in Introdução
à Eternidade
1.ª Edição,
Outubro de 2013
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Henrique Pedro (prosa Y poesia)
Afectado de soledade
fascinado de quietude
essa virtual virtude
que leva o corpo a espairecer
diluo-me no tempo
ao entardecer
Mergulho o cérebro no éter
que adormece
E enquanto o corpo desfalece
e a alma se banha no luar
o espírito põe-se a divagar
Assim dividido
melhor me diviso
nos cinco entes distintos que sou
e que andam amarradas à vida
e à sorte:
- O corpo que sente
- A razão que raciocina;
- A alma que paira para a morte;
- E o espírito que livre,
vive
mas não morre
E o outro, ainda
que não sou
mas quero ser
Henrique António Pedro

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